
A minha experiência em aguas abertas é feita de altos e baixos, de abandonos e recomeços.
Tudo começou em 2019,numa tarde de domingo, no rio minho. Maré a subir fui de caminha a seixas com 1 amiga. Subimos à velocidade da luz! Passado uns dias, descemos o rio coura: vilarelho-caminha. Acabamos a semana no meeting da Senhora da Agonia. A água estava gelada(como sempre) , foram 2k sempre com dificuldade a respirar e com o corpo todo congelado. Na semana seguinte fui à travessia da costa serena. Água a 20C, sem ondas…. Um autêntico paraíso. Nesse ano desci o Coura mais alguma vezes e entretanto chegou o outono e voltamos à piscina.
No verão seguinte veio o covid… Em 2021 fiz 2 ou 3 provas sempre com muitas restrições devido à pandemia. As Piscinas tinha estado fechadas todo o inverno, não tinha treinado nada, e corpo ressentia- se a cada braçada. Em 2022 passei o Verão grávida, apenas nadei em piscina. Em 2023 voltei às Aguas profundas. Pensava eu que tudo seria como antes, mas não foi…
A maternidade mudou muita coisa. Passei a ter pânico de Águas profundas. Congelava de medo cada vez que entrava na água. Arrumei o fato e pensei que nunca mais iria conseguir voltar ao mar.
O tempo foi passando,fui voltando aos poucos, sempre acompanhada para me sentir mais segura e o medo foi ficando mais controlado.
Este ano decidi inscrever-me no circuito nacional de AA. Comecei a treinar em piscina na companhia do Gonçalo e aos poucos fui ganhando confiança.
Até agora completei 2 provas do Circuito e fiz mais uma prova Galiza. Senti-me sempre bem. Embora continue em baixa forma, cada vez que saio da água com mais uma prova terminada,sinto como se tivesse feito pódio.
A minha filha tem hoje quase 4 anos e tem me acompanhado sempre. Embora reclame muito porque a mãe demora muito tempo a chegar, para mim cada prova terminada é uma vitória!
Joana Pereira

