sorria, o presente pode ser o espelho do futuro

Às vezes vou nadar ao Jamor na pista lenta. No outro dia, um senhor nadava na minha pista quase na vertical. Nadava de bruços muito ligeiro , mexendo muito pouco os braços e ainda menos os pés, de tal forma que o seu corpo nunca chegava a ficar horizontal na água. Eu, que sou lenta, fazia 200m enquanto ele nem acabava os 50 metros, sorri da situação. Já no final, enquanto me vestia, uma senhora de idade aproximou-se e disse: a menina (eu? Menina?) não se importava de me calçar as meias, que não consigo. Ajudei, claro, com um sorriso.
Saí do Jamor feliz a pensar que daqui a 20 anos, quero estar lá, a nadar na vertical se não conseguir melhor, e sem vergonha que alguém me calce as meias. E eu com um sorriso.

Sofia Guedes

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