Perguntei ao mar como era ficar em silêncio

Nos fiordes de Musandam, em Omã, a água repousa como quem não tem pressa de ir a lado nenhum. O mar é um espelho atento. As montanhas observam. As pessoas recebem com uma gentileza que não pede resposta. No caminho, golfinhos nadam ao lado, sem espetáculo, apenas presentes. E por um momento simples e raro, tudo parece dizer: é assim que se pertence ao mundo.

Beatriz Dale

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