Do pânico à meta (com algumas braçadas pelo meio)

Ele disse “tenho saudades de nadar” — eu levei a sério demais.

Não sei se viram o post do Gonçalo Domingues, onde ele disse que “alguém me desafiou a fazer um Half Ironman” — culpada! 🙋‍♀️

Tudo começou num dia em que fomos passear a Cascais e, sem percebermos muito bem como, demos por nós no meio de uma confusão enorme. Claro que ficámos para ver… e era nada mais nada menos do que uma prova de triatlo. Aquilo mexeu mesmo comigo. Fiquei impressionada!

Mas, como eu nem sabia nadar… nem considerei a hipótese (ou pelo menos foi o que achei na altura 😅).

Como é que passamos disso para nadar… nadar no mar… e ainda por cima inscrevermo-nos num Half Ironman?

Bem, tudo começou com o Gonçalo (e ele não me vai desmentir), sempre a dizer que tinha saudades de nadar, que gostava de voltar… mas ele precisava ali de um empurrãozinho para sair do “um dia vou” 😄

Até que um dia lhe disse:

“Ok, eu vou contigo. Inscrevo-me em aulas de natação e tu vais nadar livre ao mesmo tempo. Mas se correr bem… inscrevemo-nos num triatlo.”

Devia ter filmado a reação dele. Mas ele disse que sim — sem fazer ideia no que se estava a meter 😄

Começámos então à procura de uma piscina e acabámos na Cidade Universitária. Andei lá algum tempo nas aulas, mas sentia que não estava a encaixar. Decidi então experimentar o Jamor… mas a sensação manteve-se.

Até que, por coincidência (ou destino), apareceu-me uma story do Swim4fun no Instagram. Já nem sei bem o que vi, mas fui parar à secção das aulas no Jamor e pensei: “porque não?”

Entrei em Dezembro de 2025… e que viravolta!

Finalmente, tudo começou a fazer sentido dentro de água. A técnica, a respiração, o controlo… tudo a encaixar. Primeiro na piscina… e depois veio o próximo desafio.

Num treino no Jamor, a coach Bibiana perguntou — com toda a convicção — porque é que ainda não estávamos inscritos no Setúbal Open Water Race.

A minha resposta foi imediata:

“Eu nunca nadei no mar… nem tenho fato ainda!”

Claramente isso não era um problema 😄

Em pouco mais de uma semana, já tinha fato… e inscrição feita.

E assim começou a aventura no mar (mais cedo do que eu estava à espera).

A minha primeira aula foi… um choque. Frio, escuro, 7 da manhã… e água gelada. Tudo errado 😅

Éramos quatro, mais a coach Anabela. Vi toda a gente a entrar… e, com medo de ficar para trás, mandei-me sem pensar.

Mal meti a cara na água… pânico. Parecia que me estava a afogar. De repente, já não sabia respirar — nem dentro de água, nem fora dela. Só pensava:

“Mas ontem estavas na piscina e sabias fazer isto!”

Mas insisti.

E, depois de umas braçadas muito atrapalhadas… começou a acontecer. A respiração voltou, o corpo acalmou… e, de repente, estava a nadar.

Bem ou mal… mas estava!

E foi assim nos treinos seguintes. Sempre um bocadinho caótica no início… mas sempre a conseguir.

Até que chegou o grande dia: a minha primeira prova em águas abertas — o Setúbal Open Water Race.

Mas insisti.

E, depois de umas braçadas muito atrapalhadas… começou a acontecer. A respiração voltou, o corpo acalmou… e, de repente, estava a nadar.

Bem ou mal… mas estava!

E foi assim nos treinos seguintes. Sempre um bocadinho caótica no início… mas sempre a conseguir.

Até que chegou o grande dia: a minha primeira prova em águas abertas — o Setúbal Open Water Race.Inscrevi-me nos 750 metros, e continuo a dizer: foi a melhor decisão. Permitiu-me viver tudo sem pressão — o ambiente, o dia, a equipa, a energia incrível à volta da prova. Quando chegou a minha vez… não estava nervosa (o que é raro!). Estava entusiasmada. Confiante. Sabia que o trabalho estava feito.

E correu tudo bem. Saí da água feliz. Mesmo feliz. Com aquela sensação boa de “consegui” — e com ainda mais vontade de voltar.

Nesse momento percebi: estou mesmo no caminho certo para o Half-Ironman.

E, claro… isto não ficou por aqui. Com o entusiasmo desta primeira prova, já me inscrevi em mais 3 provas de águas abertas.

A próxima paragem? O Oeiras Open Water Race — desta vez, 1500 metros 👀

Se há coisa que aprendi com tudo isto, é que só precisava de começar.

Agora é continuar… porque parar já não é opção 😄

Ana Calção

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