O que mudou em 7 anos?

Se no dia 30 setembro de 2018, me dissessem que ia voltar a fazer um 70.3, ia achar que estava tudo louco!

A estreia da prova IRONMAN em Cascais, em setembro de 2017 foi contagiante, assisti e fiquei convencida que seria o melhor desafio para assinalar os meus 40 anos, no ano seguinte.

Durante os meses seguintes tentei equilibrar a gestão de 3 filhos pequenos, trabalhar longe de casa e cumprir um plano de treinos. Foi muito difícil conciliar horários com outros grupos de treino, treinei muito sozinha, e tive de aprender e desenvolver novas modalidades como a natação e o ciclismo.

No dia 29 setembro 2018 dei tudo, geri a minha mente para ir superando as várias etapas da prova.

O percurso de bicicleta era diferente, destas últimas edições, começávamos por ir até Alcântara, e no regresso subíamos do Estoril até ao autódromo, pisão, malveira e ainda subíamos até à biscaia, onde era feito retorno para ir até cascais pela estrada do Guincho. Odiei o segmento de bicicleta, acusei a falta de treino, fiz erros na nutrição e hidratação, que paguei na corrida.

Neste processo de treino, apaixonei-me pelas águas abertas e dediquei-me a esta modalidade nos anos seguintes.

A Bibiana, ajudou-me a preparar para as primeiras provas longas, como os10k do SwimGP e travessia Faial- Pico em 2023, os 20k do SwimGP em 2024, que foi cancelada devido nevoeiro.

Mas o capítulo do triatlo não ficou fechado, aquele ambiente é contagioso e perigoso! Continuei a participar nas provas triatlo em equipas de estafetas, até que me foi lançado o desafio de voltar a fazer distância 70.3, no ano 2025.

Com mais maturidade e uma incomparável disponibilidade, consegui pisar aquele tapete com uma leveza que não senti há 7 anos. Os filhos que na altura tinham idades de 2, 6 e 8 anos, estão agora numa fase completamente diferente, e conseguir a companhia e entreajuda de vários grupos de treino, tornaram tudo muito mais fácil.

Minha paixão continua a ser as águas abertas, mas fiz as pazes com a bicicleta e com a corrida.

O que descobri neste processo, e que me vai levar a repetir a experiência?

  • A experiência pode ser muito melhor, se soubermos respeitar as etapas
  • Nos meses de treino, temos de ter mais, ou o mesmo prazer, que temos no do dia da prova.
  • A motivação vem, se nos rodearmos com pessoas que estão a trabalhar no mesmo sentido.
  • Conseguir avaliar qual a nossa fase da vida, se a carga de treinos são motivo stress. Se não conseguimos conciliar tudo então é porque não é altura deste desafio 😉

Maria Sá

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